Famílias de renda mais alta puxam aumento da intenção de consumo em Campo Grande

De forma geral, consumo segue cauteloso, com queda maior entre famílias de menor renda

Famílias de renda mais alta puxam aumento da intenção de consumo em Campo Grande
Compras no Centro de Campo Grande. (Foto: Nathalia Alcântara, Arquivo, Jornal Midiamax)

Em Campo Grande, 46,1% das famílias mantiveram a média de consumo neste mês de dezembro em comparação com dezembro de 2024, e 33,6% estão comprando menos.

Já entre as famílias que recebem mais de 10 salários mínimos, ou seja, a partir de R$ 15.180,00, 26,5% estão comprando mais neste mês em relação a dezembro passado.

Entre os que recebem menos que 10 salários mínimos, apenas 18,3% estão comprando mais, contra 36% que estão comprando menos.

 

Esses dados constam no levantamento ICF (Intenção de Consumo das Famílias), calculado pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) e divulgado nesta quinta-feira (18).

Cautela

Segundo a pesquisa, a maior parte dos entrevistados está com o “pé no freio” em relação ao consumo no futuro.

Na Capital, 45,6% dos participantes apontaram que, para os próximos meses, a perspectiva de consumo tende a ser igual ao ano passado, enquanto 27,2% acreditam que será menor que o ano passado.

Outro indicativo de cautela no consumo é o momento de aquisição de bens duráveis, como eletrodomésticos: 49,4% consideram um mau momento para isso.

No entanto, de forma geral, o levantamento aponta que, neste mês de dezembro, houve ligeiro aumento na intenção de consumo em relação a novembro.

Entretanto, a variação mais significativa aparece no recorte que compreende famílias com renda superior a 10 salários mínimos (1,29%). O ICF geral ficou em 105,5 pontos, maior que em novembro e inferior a dezembro de 2024.

Na variação mensal (nov/dez), os componentes que tiveram maior contribuição positiva foram a perspectiva de consumo (+4,8%), a percepção de renda atual (+1,4%) e o nível de consumo atual (+1,5%).

“Por outro lado, o consumidor está menos confiante em relação a emprego atual, perspectivas profissionais, acesso ao crédito para compras a prazo e avaliação quanto ao momento para compra de bens duráveis”, avalia a economista do IPF/MS (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS), Regiane Dedé de Oliveira.

Confira o levantamento na íntegra aqui:

ICF dez 2025Baixar

 

Fonte: Midiamax