“Transparência, diálogo e responsabilidade: o que está por trás da Taxa Ambiental em Bonito”
Entrevista com o vereador Paulo Henrique - Professor PH, presidente da Câmara Municipal
O Jornal MS 67 conversou com o vereador Paulo Henrique - PH , presidente da Câmara de Bonito, para esclarecer os recentes debates envolvendo a Taxa Ambiental, tema que reacendeu discussões no trade turístico e gerou manifestações durante a última sessão legislativa.
Segundo o vereador, a Taxa Ambiental não é uma novidade. Ela foi criada em 2021, aprovada por unanimidade na Câmara, após debates e com o apoio do COMTUR – Conselho Municipal de Turismo. Desde então, nenhum pedido formal de revogação havia sido apresentado ao Legislativo.
Em 2023, conforme explicou, a Prefeitura iniciou uma tentativa de implementação, porém, diante da falta de estrutura tecnológica adequada, o próprio setor turístico apontou dificuldades, resultando em um adiamento.
Retomada em 2025 e repercussões
Na semana passada, a Prefeitura publicou o decreto regulamentando a cobrança, o que acionou forte reação de parte da comunidade turística.
O vereador Paulo Henrique esclareceu que, ao contrário do que circulou nas redes sociais, a Câmara não deliberaria sobre o tema nesta semana. O que ocorreu foi um protesto espontâneo do público presente, reagindo à divulgação da retomada da taxa.
> “Pelo ordenamento jurídico, criar ou revogar a taxa é competência exclusiva do Executivo. A Câmara não pode propor a revogação, mas tem atuado para aproximar o poder público do setor turístico. Nosso papel é favorecer o diálogo e buscar equilíbrio”, destacou o presidente.
Clima de tensão e desinformação
O vereador também demonstrou preocupação com o aumento de ataques pessoais e informações distorcidas, que estariam dificultando o avanço das discussões.
> “Estamos lidando com desinformações que só prejudicam o processo. A Câmara tem buscado encaminhamentos responsáveis, com serenidade e transparência.”
Ele reforçou que, após a última reunião do COMTUR, lideranças do turismo deverão ir à Câmara para dialogar, e juntamente com os vereadores, projetar os próximos passos.
“O foco deve ser Bonito, não uma disputa”
Para o vereador Paulo Henrique, reduzir o debate a um simples "a favor" ou "contra" é empobrecer a discussão.
> “Estamos falando de Bonito, da economia, da imagem do município e do sustento de muitas famílias. O avanço depende de diálogo, ajustes e alternativas responsáveis. Não vamos encontrar soluções através do conflito, mas da construção conjunta.”
A entrevista reforça que, apesar das tensões recentes, o caminho apontado pelo Legislativo é o do entendimento, buscando conciliar o interesse público, a preservação ambiental e a sustentabilidade do turismo — pilares essenciais para o município que é referência nacional e internacional.

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