Névoa, neblina ou cerração? Entenda o fenômeno que reduz a visibilidade no frio
Em meio a mais uma frente fria, as temperaturas caíram e cidades de MS amanheceram cobertas por neblina
Campo Grande amanheceu com céu encoberto por neblina nesta terça-feira (7). Em meio a mais uma frente fria, as temperaturas caíram em todo o Estado e cidades da região sul também foram tomadas por nevoeiro.
Em suma, neblina ou cerração é o nome popular das gotículas de água que ficam no ar, perto do chão, e atrapalham a visão. Elas aparecem quando o ar úmido esfria e parte da água que estava em forma de vapor se transforma em pequenas gotas. Névoa e neblina são termos técnicos para o mesmo fenômeno.
A baixa visibilidade pode ser um risco para o trânsito. Em situações de neblina, os motoristas devem reduzir a velocidade, manter o farol baixo ligado e guardar distância segura do veículo à frente. Além disso, o fenômeno pode afetar a operação de aeroportos por diminuir a visibilidade.
Entenda a neblina
Quando o ar esfria até atingir a temperatura chamada de ponto de orvalho, parte do vapor passa para o estado líquido e forma minúsculas gotas de água, conforme o NWS (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos). Esse fenômeno — transformação de gasoso para líquido — é chamado de condensação.
Suspensas próximas à superfície, essas gotículas dificultam a passagem da luz e deixam a paisagem com aspecto esbranquiçado. Conforme o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a formação de nevoeiros é mais comum no inverno e no período da manhã, em função das inversões térmicas.
Campo Grande encoberta por neblina. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)
Névoa, neblina, cerração ou nevoeiro?
Embora os três termos sejam frequentemente usados como sinônimos no cotidiano, há diferenças na classificação meteorológica. Segundo o Inmet, o nevoeiro é formado por pequenas gotículas de água suspensas próximas à superfície e reduz a visibilidade horizontal para menos de um quilômetro.
A névoa é um fenômeno similar, mas de menos intensidade. Ela também é formada por gotículas microscópicas de água, mas provoca uma redução menor da visibilidade.
Na classificação adotada pela OMM, o fenômeno é um nevoeiro se a visibilidade for menor que um quilômetro, e passa a ser classificado como névoa quando for possível ver o horizonte a mais de um quilômetro de distância.
Já neblina e cerração são termos popularmente utilizados para se referir aos fenômenos meteorológicos classificados tecnicamente como névoa ou nevoeiro.
Neblina cobre prédio em Campo Grande. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)
Nova frente fria
O avanço de uma nova frente fria volta a derrubar as temperaturas em Mato Grosso do Sul nesta terça-feira (7).
A estação meteorológica do Inmet na Escola Municipal Novo Horizonte, zona rural de Amambai, região sul de Mato Grosso do Sul, registrou sensação térmica de -0,7°C à 1h, quando a temperatura real era de 10,2°C. Por volta das 6h, termômetros no local marcavam 7,5°C, com sensação de 4°C.
Campo Grande amanheceu com 13,2°C de temperatura, mas sensação térmica de 7°C às 6h desta terça-feira. Quem acordou mais cedo teve sensação de 4°C às 5h. Com neblina, a Capital registra 91% de umidade. Durante a tarde, a temperatura máxima pode chegar a 25°C, conforme previsão do Inmet.
Com as temperaturas mínimas despencando consideravelmente, a meteorologia prevê, mais uma vez, amplitude térmica de até 14°C em diversos municípios do Estado. Ou seja, as madrugadas e as noites serão geladas, enquanto as tardes permanecerão quentes, com temperaturas que podem chegar a 31°C.
Fonte: Jornal Midiamax
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